quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Resumo da Obra Lucíola de jose de alencar

Conta a história romântica de Lucíola e Paulo. Lucíola é uma cortesã de luxo do RJ em 1855. E Paulo um rapaz do interior que veio para o Rio para conhecer a Corte.

 Na primeira vez que Paulo viu Lúcia, julgou ela como meiga e angélica, mesmo seu amigo Couto contando barbaridades sobre ela e revelando a sua verdadeira profissão, Paulo manteve essa imagem em seu coração.
Descobrindo sua casa, Paulo foi visitá-la, e sendo as circunstâncias favoráveis, ela entregou-se a ele como no mais belo ato. Depois disto, Lúcia passou a ser vulgar e mesquinha, desprezando o amor de Paulo, bem como havia dito Couto a respeito dos modos da moça.
  Paulo então viu Lúcia com outros homens, como Jacinto, e sentiu ciúmes, mas Lúcia justificou alegando ser ele apenas um negociante.

 Em uma festa a que tanto Paulo quanto Lúcia estavam presentes, todos os convidados beberam e jogaram a vontade, tanto os homens quanto as mulheres. Nas paredes havia quadros de mulheres nuas, e como era Lúcia uma prostituta, a pedido e pagamento dos cavalheiros, ela ficou nua diante dos presentes. Para Paulo aquela não era a imagem que ele havia visto na casa e na cama de Lúcia, esta era repugnante e vulgar, aquela bela e fantástica, não era Lúcia que ali estava, aquela jovem meiga que conhecera, e sim Lucíola, a prostituta mais cobiçada do Rio de Janeiro.Então Paulo retirou-se, alegando que já havia visto paisagens melhores. 

  Lúcia arrependeu-se do que fez e eles se reconciliaram. Paulo a amava desesperadamente de forma bela e pura, Lúcia em seus conturbados sentimentos, decidiu então dedicar-se inteiramente a esse amor para que sua alma fosse purificada por ele.Então vendeu sua luxuosa casa e foi morar em uma menor e mais modesta. E contou a Paulo sua história:seu nome verdadeiro era Maria da Glória e, quando em 1850 houve um surto de febre amarela, toda sua família caiu doente, do pai à irmãzinha. Para poder pagar os medicamentos necessários para salvá-los, Lúcia se deixou levar por Couto, quem a partir disso ela passou a desprezar profundamente. Nessa época ela tinha 14 anos, e seu pai, ao descobrir, a expulsou de casa. Ela fingiu então sua própria morte quando sua amiga Lúcia morreu, e assumiu este nome.Agora, com o dinheiro que conseguia, pagava os estudos de Ana, sua irmã mais nova. Paulo ficou muito comovido com a historia de Lúcia. Ele sempre a visitava e numa noite de amor ela engravidou, mas adoeceu. Lúcia acreditava que adoença era devido ao fato de seu corpo não ser puro. 

  Confessou seu amor a Paulo e que pertencia a ele, queria que Paulo casasse com Ana, que tinha vindo morar com eles. Paulo recusou-se assim como Lúcia também recusou o aborto. E por isso ela morreu.Após 5 anos, Ana passou a ser como uma filha para Paulo, que a amparava. E 6 anos depois da morte de Lúcia, Ana casou-se com um homem de bem e Paulo continuou triste com a morte do único amor da sua vida.

  Lucíola é um romance urbano, em que Alencar transforma a cortesã em heroína, esta purifica sua alma com o amor de Paulo. Ela não se permite amar, por seu corpo ser sujo e vergonhoso, e ao fim da vida, quando admite seu amor, declara-se pertencente a Paulo. É a submissão do amor romântico, onde a castidade valorizada.

  Percebe-se também uma crítica social e moral ao preconceito. O romance causou comentários na sociedade. Paulo se viu dividido entre o amor e o preconceito. A atração física superou essa barreira, mas até o final ela se sentia indigna do amor de Paulo e do sentimento de igualdade que deveria existir entre os amantes. 







1-linguagem: dramaturgo, romancista, teatro realista, imoralidade, defesa
Publicado em 1862, Lucíola é o primeiro romance de José de Alencar em que o homem e mulher se confrontam num plano de igualdade, dotados de peso específicos e capazes dum amadurecimento interior inexistente em seus outros personagens.

2-contextualidade:                                
Guerra Civel nos Estados Unidos
país, grandes batalhas, como o confronto entre os navios de guerra ironclad o Merrimac eo Monitor foram o assunto do campo. Na Parte oriental do País, Grandes Batalhas, Como o Confronto Entre OS Navios de Guerra ironclad o Merrimac EO monitor foram o Assunto do Campo. No oeste, a notícia era sobre a expansão para os estados ocidentais eo ato terra nova que permitiu que mais pessoas vão para a escola e obter educação. Não oeste, uma notícia era Sobre a Expansão parágrafo OS ESTADOS EO Ocidentais ato Terra Nova Que permitiu Que Mais Pessoas Vão par uma escola e obter Educação. 
Guerra do paraguai
No ano de 1862, Solano Lópes cheugou ao poder como o objetivo de dar continuidade ás conquistas dos governos anteriores.Nessa epoca, um dos grades problemas da economia paraguaia se encontrava na ausência de saídas marítimas que escoassem a sua produção industrial. Os produtos paraguaios tinham que atracessar a região da Bacia do Prata, que abrangia possessões territoriais do Brasil, Uruguai e Argentina

Revista Espirita

Revista Espírita, com todas as edições de 1862. Na revista são abordados múltiplos temas acerca do espiritismo, incluindo questões da formação do Planeta Terra, obras de poesia escritas por espíritos ilustres, notícias sobre a expansão do espiritismo pelo mundo, ensinamentos de Jesus à luz dos espíritos superiores e muito mais.

3-cruzamento de olhares durante debate e discussão: lucila era uma prostituta mais apesar disso o tipo de pessoa que ela mostrava ser e tipico vamos dizer que de muitos homens hoje ao mostrar ser uma pessoa e depois conseguir o que ele quer e mostra sua outra face que ele não mostrava pois sabe que o prejudicaria, da mesma forma lucila depois mostrou um certo arrependimento mais o que mais nos chamou a atenção foi que apasar de ser uma prostituta paulo amava incondicionalmente, isso e uma lição de vida pois ele por mais que se maguou com as atitudes que ela tinha que ele não conhecia ele mostrou compaixão ea aceitou assim como lucila era daquela forma pois prescisava de dinhero para ajudar sua família principalmente a sua irmã notamos que essa historia mostra que anbasas partes tinham um ótimo coração.


4- observação de mudanças e permanências: o que mudou na nossa vida e que aprendemos a dar outra chance  e que por mais  que pareça impossível mudar devemos dar sempre uma 2 chance podemos ate nos surpreender com a mudança da pessoa ate porque somos todos imperfeitos e sempre estamos propensos a errar

5-cruzamento de olhar da obra com a realidade ou com outras produções culturais:  




A Obra
Conta a história romântica de Lucíola e Paulo. Lucíola é uma cortesã de luxo do RJ em 1855. E Paulo um rapaz do interior que veio para o Rio para conhecer a Corte.

Na primeira vez que Paulo viu Lúcia, julgou ela como meiga e angélica, mesmo seu amigo Couto contando barbaridades sobre ela e revelando a sua verdadeira profissão, Paulo manteve essa imagem em seu coração.

Descobrindo sua casa, Paulo foi visitá-la, e sendo as circunstâncias favoráveis, ela entregou-se a ele como no mais belo ato. Depois disto, Lúcia passou a ser vulgar e mesquinha, desprezando o amor de Paulo, bem como havia dito Couto a respeito dos modos da moça.

Paulo então viu Lúcia com outros homens, como Jacinto, e sentiu ciúmes, mas Lúcia justificou alegando ser ele apenas um negociante. 

Em uma festa a que tanto Paulo quanto Lúcia estavam presentes, todos os convidados beberam e jogaram a vontade, tanto os homens quanto as mulheres. Nas paredes havia quadros de mulheres nuas, e como era Lúcia uma prostituta, a pedido e pagamento dos cavalheiros, ela ficou nua diante dos presentes. 

Para Paulo aquela não era a imagem que ele havia visto na casa e na cama de Lúcia, esta era repugnante e vulgar, aquela bela e fantástica, não era Lúcia que ali estava, aquela jovem meiga que conhecera, e sim Lucíola, a prostituta mais cobiçada do Rio de Janeiro.Então Paulo retirou-se, alegando que já havia visto paisagens melhores. 

Lúcia arrependeu-se do que fez e eles se reconciliaram. Paulo a amava desesperadamente de forma bela e pura, Lúcia em seus conturbados sentimentos, decidiu então dedicar-se inteiramente a esse amor para que sua alma fosse purificada por ele.

Então vendeu sua luxuosa casa e foi morar em uma menor e mais modesta. E contou a Paulo sua história:
Seu nome verdadeiro era Maria da Glória e, quando em 1850 houve um surto de febre amarela, toda sua família caiu doente, do pai à irmãzinha. 

Para poder pagar os medicamentos necessários para salvá-los, Lúcia se deixou levar por Couto, quem a partir disso ela passou a desprezar profundamente. Nessa época ela tinha 14 anos, e seu pai, ao descobrir, a expulsou de casa. Ela fingiu então sua própria morte quando sua amiga Lúcia morreu, e assumiu este nome.

Agora, com o dinheiro que conseguia, pagava os estudos de Ana, sua irmã mais nova. Paulo ficou muito comovido com a historia de Lúcia. Ele sempre a visitava e numa noite de amor ela engravidou, mas adoeceu. Lúcia acreditava que adoença era devido ao fato de seu corpo não ser puro. 

Confessou seu amor a Paulo e que pertencia a ele, queria que Paulo casasse com Ana, que tinha vindo morar com eles. Paulo recusou-se assim como Lúcia também recusou o aborto. E por isso ela morreu.

Após 5 anos, Ana passou a ser como uma filha para Paulo, que a amparava. E 6 anos depois da morte de Lúcia, Ana casou-se com um homem de bem e Paulo continuou triste com a morte do único amor da sua vida.

Lucíola é um romance urbano, em que Alencar transforma a cortesã em heroína, esta purifica sua alma com o amor de Paulo. Ela não se permite amar, por seu corpo ser sujo e vergonhoso, e ao fim da vida, quando admite seu amor, declara-se pertencente a Paulo. É a submissão do amor romântico, onde a castidade valorizada.

Percebe-se também uma crítica social e moral ao preconceito. O romance causou comentários na sociedade. Paulo se viu dividido entre o amor e o preconceito. A atração física superou essa barreira, mas até o final ela se sentia indigna do amor de Paulo e do sentimento de igualdade que deveria existir entre os amantes. 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Dom Casmurro

Resumo do livro Dom Casmurro

Vivendo no Engenho Novo, um subúrbio da cidade do Rio de Janeiro, quase recluso em sua casa, construída segundo o molde da que fora a de sua infância, na Rua de Matacavalos, Bento de Albuquerque Santiago, com cerca de 54 anos e conhecido pela alcunha de Dom Casmurro por seu gosto pelo isolamento, decide escrever sua vida.
Alternando a narração dos fatos passados com a reflexão sobre os mesmos, no presente, o protagonista/narrador informa ter nascido em 1842 e ser filho de Pedro de Albuquerque Santiago e de D. Maria da Glória Fernandes Santiago. O pai, dono de uma fazendola em ltaguaí, mudara-se para a cidade do Rio de Janeiro por volta de 1844, ao ser eleito deputado. Alguns anos depois falece e a viúva, preferindo ficar na cidade a retornar a ltaguaí, vende a fazendola e os escravos, aplica seu dinheiro em imóveis e apólices e passa a viver de rendas, permanecendo na casa de Matacavalos, onde vivera com o marido desde a mudança para o Rio de Janeiro.
A vida do protagonista/narrador transcorre sem maiores incidentes até a "célebre tarde de novembro" de 1857, quando, ao entrar em casa, ouve pronunciarem seu nome e esconde-se rapidamente atrás da porta. Na conversa entre sua mãe e o agregado José Dias, que morava com a família desde os tempos de ltaguaí, Bentinho, como era então chamado, fica sabendo que sua mãe se mantém firme na intenção de colocá-lo no seminário a fim de seguir a carreira eclesiástica, segundo promessa que fizera a Deus caso tivesse um segundo filho varão, já que o primeiro morrera ao nascer.
Bentinho, que há muito tinha conhecimento das intenções de sua mãe, sofre violento abalo, pois fica sabendo que a reativação da promessa, que parecia esquecida, devia-se ao fato de José Dias ter informado D. Glória a respeito de seu incipiente namoro com Capitolina Pádua, que morava na casa ao lado. Capitu, como era chamada, tinha então catorze anos e era filha de um tal de Pádua, burocrata de uma repartição do Ministério da Guerra. A proximidade, a convivência e a idade haviam feito com que os dois adolescentes criassem afeição um pelo outro. D. Glória, ao saber disto, fica alarmada e decide apressar o cumprimento da promessa. Os planos de Capitu, informada do assunto, e Bentinho para, com a ajuda de José Dias, impedir que D. Glória cumprisse a decisão ou que, pelo menos, a adiasse, fracassam. Como último recurso, o próprio Bentinho revela à mãe não ter vocação, o que também não a faz voltar atrás. Tio Cosme, um viúvo, irmão de D.
Glória e advogado aposentado que vivia na casa desde que seu cunhado falecera, e a prima Justina, também viúva, que, há muitos anos, morava com a mãe de Bentinho, procuram não se envolver no problema. Assim, a última palavra fica com D. Glória, que, com o apoio do padre Cabral, um amigo de Tio Cosme, decide finalmente cumprir a promessa e o envia ao seminário, prometendo, contudo, que se dentro de dois anos não revelasse vocação para o sacerdócio estaria livre para seguir outra carreira. Antes da partida de Bentinho, este e Capitu juram casar-se.
No seminário, Bentinho conhece Ezequiel de Sousa Escobar, filho de um advogado de Curitiba. Os dois tornam-se amigos e confidentes. Em um fim de semana em que Bentinho visita D. Glória, Escobar o acompanha e é apresentado a todos, inclusive a Capitu. Esta, depois da partida de Bentinho, começara a freqüentar assiduamente a casa de D. Glória, do que nascera aos poucos grande afeição recíproca, a ponto de D. Glória começar a pensar que se Bentinho se apaixonasse por Capitu e casasse com ela a questão da promessa estaria resolvida a contento de todos, pois Bentinho, que a quebraria, não a fizera, e ela, que a fizera, não a quebraria.
Enquanto isto, Bentinho continuava seus esforços junto a José Dias, que, tendo fracassado em seu plano de fazê-lo estudar medicina na Europa, sugeria agora que ambos fossem a Roma pedir ao Papa a revogação da promessa. A solução definitiva, contudo, partiu de Escobar. Segundo este, D. Glória prometera a Deus dar-lhe um sacerdote, mas isto não queria dizer que o mesmo deveria ser necessariamente seu filho. Sugeriu então que ela adotasse algum órfão e lhe custeasse os estudos. D. Glória consultou o padre Cabral, este foi consultar o bispo e a solução foi considerada satisfatória. Livre do problema, Bentinho deixa o seminário com cerca de 17 anos e vai a São Paulo estudar, tornando-se, cinco anos depois, o advogado Bento de Albuquerque Santiago. Por sua parte, Escobar, que também saíra do seminário, tornara-se um comerciante bem-sucedido, vindo a casar com Sancha, amiga e colega de escola de Capitu. Em 1865, Bento e Capitu finalmente casam, passando a morar no bairro da Glória. 
O escritório de advocacia progride e a felicidade do casal seria completa não fosse a demora em nascer um filho. Isto faz com que ambos sintam inveja de Escobar e Sancha, que tinham tido uma filha, batizada com o nome de Capitolina. Depois de alguns anos, nasce Ezequiel, assim chamado para retribuir a gentileza do casal de amigos, que dera à filha o nome da amiga de Sancha.
Ezequiel revela-se muito cedo um criança inquieta e curiosa, tornando-se a alegria dos pais e servindo para estreitar ainda mais as relações de amizade entre os dois casais. A partir do momento em que Escobar e Sancha, que moravam em Andaraí, resolvem fixar residência no Flamengo, a convivência entre as duas famílias torna-se completa e os pais chegam a falar na possibilidade de Ezequiel e Capituzinha, como era chamada a pequena Capitolina, virem a se casar.
Em 1871 Escobar, que gostava de nadar, morre afogado. No enterro, Capitu, que amparava Sancha, olha tão fixamente e com tal expressão para Escobar morto que Bento fica abalado e quase não consegue pronunciar o discurso fúnebre. A perturbação, contudo, desaparece rapidamente. Sancha retira-se em seguida para a casa dos parentes no Paraná, o escritório de Bento continua a progredir e a união entre o casal segue crescendo. Até o momento em que, cerca de um anos depois, advertido pela própria Capitu, Bento começa a perceber as semelhanças de Ezequiel com Escobar. À medida que o menino cresce, estas semelhanças aumentam a tal ponto que em Ezequiel parece ressurgir fisicamente o velho companheiro de seminário. As relações entre Bento e Capitu deterioram-se rapidamente. A solução de colocar Ezequiel num internato não se revela eficaz, já que Bento não suporta mais ver o filho, o qual, por sua vez, se apega a ele cada vez mais, tomando a situação ainda mais crítica.
Num gesto extremo, Bento decide suicidar-se com veneno, colocado numa xícara de café. Interrompido pela chegada de Ezequiel, altera intempestivamente seu plano e decide dar o café envenenado ao filho mas, no último instante, recua e em seguida desabafa, dizendo a Ezequiel que não é seu pai. Neste momento Capitu entra na sala e quer saber o que está acontecendo. Bento repete que não é pai de Ezequiel e Capitu exige que diga por que pensa assim. Apesar de Bento não conseguir expor claramente suas idéias, Capitu diz saber que a origem de tudo é a casualidade da semelhança, argumentando em seguida que tudo de deve à vontade de Deus. Capitu retira-se e vai à missa com o filho. Bento desiste do suicídio.
Durante a discussão fica decidido que a separação seria o melhor caminho. Para manter as aparências, o casal parte pouco depois rumo à Europa, acompanhado do filho. Bento retorna a seguir, sozinho. Trocam algumas cartas e Bento viaja outras vezes à Europa, sempre com o objetivo de manter as aparências, mas nunca mais chega a encontrar-se com Capitu. Tempos depois morrem D. Glória e José Dias.
Bento retira-se para o Engenho Novo. Ali, certo dia, recebe a visita de Ezequiel de Albuquerque Santiago, que era então a imagem perfeita de seu velho colega de seminário. Capitu morrera e fora enterrada na Europa. Ezequiel permanece alguns meses no Rio e depois parte para uma viagem de estudos científicos no Oriente Médio, já que era apaixonado pela arqueologia. Onze meses depois morre de febre tifóide em Jerusalém e é ali enterrado.
O adultério de Capitu não está bem esclarecido para o leitor, já que o próprio narrador-personagem, no decorrer da história, apresenta uma série de indícios, provas e contraprovas, como o fato de Capitu ser parecidíssima com a mãe de Sancha, sem haver, com toda certeza, qualquer parentesco entre elas.
Mortos todos, familiares e velhos conhecidos, Bento/Dom Casmurro fecha-se em si próprio, mas não se isola e encontra muitas amigas que o consolam. Jamais, porém, alguma delas o faz esquecer a primeira amada de seu coração, que o traíra com seu melhor amigo. Assim quisera o destino. Decide escrever um livro de memórias na tentativa de atar passado e presente, da "construção ou reconstrução" de si mesmo. É certo que, antes da narrativa, tenta recompor seu passado construindo uma casa em tudo semelhante à de sua adolescência, todavia esse artifício mostra-se inútil e frustrante. Por isso, passa a essa outra alternativa: a da narrativa, que se mostra eficaz. E após seu término, para esquecer tudo, nada melhor que escrever, segundo decide, um outro livro: uma História dos subúrbios do Rio de Janeiro.
Breves Comentários - personagens, narrador, fábula, trama.
Em Dom Casmurro, as personagens são apresentadas a partir das descrições de seus dotes físicos Temos, portanto, a descrição, funcional, bastante comum no Realismo.

Contextualização da época machadiana
O plano econômico: em meados do Séc. XIX, as nações enpinalistas européias sobretudo Inglaterra e França, detinham o controle militar, administrativo, comercial e financeiro no mundo e seu principal objetivo era criar consumidores para seus produtos. O Brasil, na 2ª metade do Séc. XIX, consolidava o Império, alicerçando na escravidão, e teve uma relativa modernização.
O Rio de Janeiro, a capital do Império, sede da oligarquia cafeeira do Vale do Paraíba sustentado na mão-de-obra escrava, é o cenário principal dos romances de Machado de Assis.
O plano abolicionista: abolicionista e republicana, a Guerra do Paraguai, o ocaso do império, o fim da escravidão (1888) e do império (1889), são os principais fatos políticos em que conviveu Machado de Assis e que repecurtem na sua produção literária e visão de mundo.
O plano ideológico: ao final do Séc. XIX predomina, no Brasil, um torto e mal disfarçado racismo e a conceituação do trabalho manual como algo indigno. A visão do mundo é predominante do modelo europeu colonizado.


As principais características dos personagens
As personagens principais são :
• Capitu, "criatura de 14 anos, alta, forte e cheia, apertada em um vestido de chita, meio desbotado. Os cabelos grossos, feitos em duas tranças, com as pontas atadas uma à outra, à moda do tempo, ... morena, olhos claros e grandes, nariz reto e comprido, tinha a boca fina e o queixo largo ... calçava sapatos de duraque, rasos e velhos, a que ela mesma dera alguns pontos". Personagem que tem o poder de surpreender : "Fiquei aturdido. Capitu gostava tanto de minha mãe, e minha mãe dela, que eu não podia entender tamanha explosão". Segundo José Dias, Capitu possuía "olhos de cigana oblíqua e dissimulada", mas para Bentinho os olhos pareciam "olhos de ressaca"; "Traziam não sei que fluido misterioso e energético, uma força que arrastava para dentro, com a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca".
• Bentinho, também protagonista, que ocupa uma postura de anti-herói. Não pretendia ser padre como determinara sua mãe, mas tencionava casar-se com Capitu, sua amiga de infância. Um fato interessante é que os planos, para não entrar no seminário, eram sempre elaborados por Capitu.

As personagens secundárias :
• Dona Glória, mãe de Bentinho, que desejava fazer do filho um padre, devido a uma antiga promessa, mas, ao mesmo tempo, desejava tê-lo perto de si, retardando a sua decisão de mandá-lo para o Seminário. Portanto, no início encontra-se como opositora, tornando-se depois, adjuvante. As suas qualidades físicas e espirituais...
• Tio Cosme, irmão de Dona Glória, advogado, viúvo, "tinha escritório na antiga Rua das Violas, perto do júri... trabalhava no crime"; "Era gordo e pesado, tinha a respiração curta e os olhos dorminhocos". Ocupa uma posição neutra : não se opunha ao plano de Bentinho, mas também não intervinha como adjuvante.
• José Dias, agregado, "amava os superlativos", "ria largo, se era preciso, de um grande riso sem vontade, mas comunicativo ... nos lances graves, gravíssimo", "como o tempo adquiriu curta autoridade na família, certa audiência, ao menos; não abusava, e sabia opinar obedecendo", "as cortesias que fizesse vinham antes do cálculo que da índole". Tenta, no início, persuadir Dona Glória à mandar Bentinho para o Seminário, passando-se, depois, para adjuvante.
• Prima Justina, prima de Dona Glória. Parece opor-se por ser muito egoísta, ciumenta e intrigante. Viúva, e segundo as palavras do narrador : "vivia conosco por favor de minha mãe, e também por interesse", "dizia francamente a Pedro o mal que pensava de Paulo, e a Paulo o que pensava de Pedro".
• Pedro de Albuquerque Santiago, falecido, pai de Bentinho. A respeito do pai o narrador coloca : "Não me lembro nada dele, a não ser vagamente que era alto e usava cabeleira grande; o retrato mostra uns olhos redondos, que me acompanham para todos os lados..."
• Sr. Pádua e Dona Fortunata, pais de Capitu. O primeiro, "era empregado em repartição dependente do Ministério da Guerra" e a mãe "alta, forte, cheia, como a filha, a mesma cabeça, os mesmos olhos claros". Jamais opuseram-se à amizade de Capitu e Bentinho.
• Padre Cabral, personagem que encontra a solução para o caso de Bentinho; se a mãe do menino sustentasse um outro, que quisesse ser padre, no Seminário, estaria cumprida a promessa.
• Escobar, amigo de Bentinho, seminarista, "era um rapaz esbelto, olhos claros, um pouco fugitivos, como as mãos, ... como tudo".
• Sancha, companheira de Colégio de Capitu, que mais tarde casa-se com Escobar.
• Ezequiel, filho de Capitu e Bentinho (Será ?). Tem o primeiro nome de Escobar (idéia de Bentinho, em colocar o mesmo). Vai para a Europa com a mãe, sendo que mais tarde, já moço, volta ao Brasil para rever o pai. Morre na Ásia.

Narrador:
Esta obra está escrita em narrador personagem, representado por Bentinho.
 Roupas da época 
Femininas :


Masculinas :

Pinturas da época 




Músicos que marcaram a época


Aleksandr Konstantinovitch Glazunov, compositor

Mily Balakirev, professor de piano de sua mãe, aconselhou que o menino estudasse com Nikolai Rimsky-Korsakov (1880) e dois anos depois executou num concerto a primeira sinfonia em mi maior, de Glazunov. Entre 1882 e 1886 Glazunov compôs dois quartetos de cordas, duas aberturas sobre temas folclóricos gregos, o poema sinfônico Stenka e a segunda sinfonia em fá sustenido menor.


Nomes : Roneyberg     N° 33
               Ramon           Nº 31
               Nicole            N° 28
               Naiara           Nº 26
               Nathália        N  27
               Tayná V.       Nº 39
               Eric               Nº 12 



Memórias Póstumas de Brás Cubas


1- Linguagem:
O livro Memórias póstumas de Brás cubas (machado de Assis), possui uma linguagem formal, constituída de expressões e palavras relacionadas e casualmente utilizadas na época em que se deram os acontecimentos. O autor que de fato denomina-se narrador observador e protagonista, uma vez que a narração é feita em primeira pessoa, onde este trata as ações cotidianas comuns que vivera enquanto vivo, analisando-as através de um olhar psicológico interagindo e coincidindo com uma variação de sentimentos que se remetem as mesmas, de forma indescritivelmente despercebida, o que por vezes se tornam irônicas.
       O autor cita uma reflexão pessoal que observara sobre um sentimento e conseqüentemente uma ação que, inexplicavelmente sentimos em determinados momentos, como algo natural de todo ser humano:
       ...”nariz, consciência sem remorsos, tu me velaste muito na vida..., Já mediaste alguma vez no destino do nariz?”
...”Quando ele finca os olhos na ponta do nariz, perde o sentimento das coisas externas, embeleza-se no invisível...”
Esse trecho nos faz compreender a reflexão e a sua conclusão sobre as conseqüências que obtemos quando tendemos a sermos egoístas, ambiciosos e principalmente quando possuímos o sentimento obscuro da superioridade perante os outros.
Expressões da época: Chiquito (pequeno); sintra (aves que imitam a voz humana) alem de fazer uso de várias expressões francesas.

2- Contextualidade:

Principais Acontecimentos do Século XIX:

Contexto sócio-político da época: · teorias de nova interpretação da realidade - Positivismo, Socialismo Científico e Evolucionismo
 · no Brasil, campanha abolicionista a partir de 1850 que culmina com a Lei Áurea em 1888
 · fundação do Partido Republicano nacional após a Guerra do Paraguai
 · decadência da monarquia brasileira
 · fim da mão-de-obra escrava e sua substituição por trabalho assalariado
 · imigrantes europeus para a lavoura cafeeira
 · economia mais voltada para o mercado externo, sem colonialismo
 No século XIX, após um crescimento contínuo da grande lavoura de exportação ( cana-de-açúcar), que se confundiu com a expansão do café pelas serras e vales do interior da província do Rio de Janeiro, começaram a aparecer sinais evidentes de que a agricultura brasileira vivia uma profunda crise. Esta crise era atribuída, sobretudo, à falta de braços (pelo fim da escravidão) e de capitais, além do atraso técnico e administrativo na condução das lavouras.
 A maioria dos grandes proprietários acreditava na exploração extensiva dos sistemas de produção, através da expansão das fronteiras agrícolas, abandonando as lavouras atuais quando estas não tivessem mais produtividade satisfatória e indo em busca de novas áreas reiniciando, assim, o ciclo de exploração da fertilidade dos solos. Esta era a cultura nômade de expropriação do solo brasileiro, na qual pouco se pensava nas consequências negativas dos manejos agropecuários empregados, especialmente no que diz respeito à destruição florestal.

 O início do século XIX no Brasil é marcado, em 1808, pela chegada da família real portuguesa, que fugia do conflito entre a França napoleônica e a Inglaterra. No Brasil, ainda, apreciava-se a arte barroca-colonial.
 Dom João VI e mais uma comitiva de 15000 pessoas desembarcaram na Bahia em janeiro de 1808, mas em março do mesmo ano transferiram-se para o Rio de Janeiro.
 A transferência da côrte portuguesa para o Brasil e a elevação da colônia a Reino Unido e sede do governo metropolitano renovaram o país. Nessa cidade o soberano português começou uma série de reformas administrativas, sócio-econômicas e culturais, para adaptá-la às necessidades dos nobres que vieram com ele e sua família. Assim, foram criadas as primeiras fábricas e fundadas instituições como o Banco do Brasil, a Biblioteca Real, o Museu Real e a Imprensa Régia.

Pintura Brasileira do Século XIX

As principais obras de referência bibliográfica sobre pintura no Brasil foram produzidas por Teodoro Braga (Artistas Pintores no Brasil, 1942), Robert Smith (seção de artes do Manual Bibliográfico de Estudos Brasileiros, 1949) e José Valladares (Estudos de Arte Brasileira, 1960). O trabalho de Robert Smith foi continuado por José Valladares que, adotando metodologia muito semelhante, complementou as mais de 900 referências originais com quase 700 outras atualizadas até o ano de 1958. Entretanto, não são referências específicas sobre pintura, incluindo diversas outras formas de arte e abrangendo manifestações desde o século XVII ao XX. Já a obra pioneira de Teodoro Braga volta-se exclusivamente para a pintura, embora seja muito concisa e apresente sérias deficiências de organização e revisão. Nenhuma delas trata com exclusividade da pintura brasileira do século XIX, mas todas as três são fontes indispensáveis de consulta, o que também se aplica ao Dicionário Crítico da Pintura no Brasil (1988), de José Roberto Teixeira Leite. A relação apresentada nesta página pretende fornecer uma base consolidada de informação bibliográfica para o estudo da pintura brasileira no período de 1800 a 1918 (e mesmo, em certos casos, até os primeiros anos da década de 1930)

Linha do tempo de acontecimentos importantes do século XIX:

1855
· É fundada a 1ª sociedade carnavalesca, a Tenentes do Diabo (inicialmente com o nome Zuavos Carnavalescos). Suas cores são o vermelho e preto, e são conhecidos por baetas, por usarem as mesmas cores do tecido (baeta) muito usado na época para a confecção de cobertores.
· 1º desfile feito pelo clube Congresso das Sumidades Carnavalescas.
· É inaugurado o precursor da vida noturna do Rio de Janeiro, o teatro Alcazar, na antiga rua da Vala, atual Uruguaiana.
1866
· O farmacêutico norte-americano John Pemberton cria a coca-cola
1868
· No Rio, surgem os bondes de tração animal, pertencentes à Companhia de Carris da Tijuca. Seu nome originou-se dos talões vendidos para facilitar o troco, denominados “bonds”.
1869
· Surge uma nova sociedade, o Clube dos Fenianos. Seu nome foi inspirado no movimento revolucionário irlandês de 1861 contra a Inglaterra. São conhecidos como gatos.
1870

Surge o maxixe, primeira dança brasileira.
1873
· Surge o primeiro rancho carnavalesco, o Reis de Ouro, fundado pelo baiano Hilário Jovino Ferreira (os ranchos iriam desaparecer no início da década de 1920).
1876
· É instalado o primeiro telefone no Brasil, na residência de D. Pedro II.
· Os brasileirinhos começam a consumir a farinha láctea Nestlé.
1877
· No Rio surgem os "Pufes", que eram uma espécie de desafio guerreiro entre os blocos, em versos.
1878
· O norte-americano Thomas Edison funda a GE, General Electric, e começa a fabricar o seu próprio invento, a lâmpada.
1880
· No Rio de Janeiro, surgem os primeiros conjuntos de choro.
1888
· Lei Áurea: É abolida juridicamente a escravidão no Brasil, quando já 95% dos negros tinham conquistado a liberdade por seus próprios esforços.
1889
· O Marechal Deodoro da Fonseca proclama a República do Brasil.
· É feita a 1ª gravação oficial no Brasil (em cilindro), reproduzindo a voz do Visconde de Cavalcanti.
· A Princesa Imperial pede que seja repetida a experiência anterior do dia 9 de novembro (gravação de disco), agora em seu palácio, para que seus filhos, os príncipes do Grão Pará e D. Augusto, possam conhecer o fonógrafo e a forma de gravação. Após a demonstração o Sr. Conde D' Eu declarou: “...achar a invenção muito boa, mas tinha certeza de que o público não adotaria pois acreditaria que fosse artes do diabo, ou almas do outro mundo”.
1890
· O Jornal da Província, fundado em 1874, torna-se o Estado de São Paulo.
1891
· Forte corrente imigratória européia no Brasil.
· Transferência do carnaval- As autoridades, por razões médicas, tentam transferir o carnaval para junho, por ser uma época mais amena; de nada adianta; fica em fevereiro mesmo. No ano seguinte tentam novamente mas não conseguem.
1892
· No carnaval desse ano surgem as serpentinas e confetes, vindas de Paris.
1894
· Charles Miller, paulista filho de imigrantes ingleses, traz o futebol para o Brasil.
· No Rio é inaugurada a Confeitaria Colombo.
1895
· Em São Paulo é inaugurado o Museu do Ipiranga.
1896
· Guerra dos Canudos - Levante de Antônio Conselheiro em Canudos.

 3- Cruzamento de olhares durante debate e discussão: 
Capa do Livro ''Memórias Póstumas de Brás Cubas’’.'
Brás Cubas, um "defunto-autor", isto é, um homem que já morreu e que deseja escrever a sua autobiografia. Nascido numa típica família da elite carioca do século XIX, do túmulo o morto escreve suas memórias póstumas começando com uma "Dedicatória": Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico com saudosa lembrança estas memórias póstumas. Seguido da dedicatória, no outro capítulo, "Ao Leitor", o próprio narrador explica o estilo de seu livro, enquanto o próximo, "Óbito do Autor", começa realmente com a narrativa, explicando seus funerais e em seguida a causa de sua morte, uma pneumonia contraída enquanto inventava o "emplastro Brás Cubas", panacéia medicamentosa que foi sua última obsessão e que lhe "garantiria a glória entre os homens".
Funeral de Brás Cubas.
No Capítulo IX, "Transição", principiam propriamente as memórias. Brás Cubas começa revendo a própria infância de menino rico, mimado e endiabrado: desde cedo ostentava o apelido de "menino diabo" e já dava mostras da índole perversa quebrando a cabeça das escravas quando não era atendido em algum querer ou montando num dos filhos dos escravos de sua casa, o moleque Prudêncio, que fazia de cavalo.
Brás Cubas montado em cima de um dos seus escravos quando criança.
Aos dezessete anos, Brás Cubas apaixona-se por Marcela, "amiga de rapazes e de dinheiro", prostituta de luxo, um amor que durou "quinze meses e onze contos de réis", e que quase acabou com a fortuna da família.


Brás Cubas se encontrando com Marcela.
A fim de se esquecer dessa decepção amorosa, o protagonista foi enviado a Coimbra, onde se formou em Direito, após alguns anos de boêmia desbravada, "fazendo romantismo prático e liberalismo teórico". Retorna ao Rio de Janeiro por ocasião da morte da mãe.
Brás Cubas visitando sua mãe minutos antes de sua morte.
Depois de namorar inconseqüentemente Eugênia, "coxa de nascença", filha de D. Eusébia, amiga pobre da família, o pai planeja induzi-lo na política através do casamento e encaminha o relacionamento do filho com Virgília, filha do Conselheiro Dutra, que apadrinharia o futuro genro.
Virgília e Brás Cubas se encontrando pela primeira vez.
Porém Virgília prefere casar-se com Lobo Neves, também candidato a uma carreira política. 





Lobo Neves e Virgília
Com a morte do pai de Brás Cubas, instaura-se um conflito entre ele e sua irmã, Sabina, casada com Cotrim, por conta da herança.
Brás Cubas no funeral de seu pai.
Quando Virgília reaparece, anunciada pelo primo Luís Dutra, reencontra-se com Brás Cubas e tornam-se amantes, vivendo no adultério a paixão que não tiveram quando noivos. Virgília engravida, no entanto a criança morre antes de nascer. Para manter discreta sua relação amorosa, Brás Cubas corrompe Dona Plácida, que por cinco contos de réis aceita figurar-se como moradora de uma casinha na Gamboa, que na verdade serve de encontro entre os amantes.

Virgília e Brás Cubas se encontrando na casa de Dona Plácida em Gamboa.
Então segue-se o encontro do protagonista com Quincas Borba, amigo de infância que agora miserável lhe rouba o relógio, devolvendo-lhe depois. Quincas Borba, filósofo doido, apresenta ao amigo o Humanitismo.


Brás Cubas revendo seu amigo de infância, Quincas Borba.
Perseguindo a celebridade ou procurando uma vida menos tediosa, Brás Cubas torna-se deputado, enquanto Lobo Neves é nomeado presidente de uma província e parte com Virgília para o Norte, porquanto que termina a relação dos amantes. Sabina arranja uma noiva para Brás Cubas, a Nhã-Loló, sobrinha de Cotrim, de 19 anos, mas ela morre de febre amarela e Brás Cubas torna-se definitivamente um solteirão.
Brás Cubas e Nhã-Loló
Tenta ser ministro de estado mas fracassa; funda um jornal de oposição e fracassa. Quincas Borba dá os primeiros sinais de demência. Virgília, já velha e desfigurada em sua beleza, solicita a ele o amparo à indigência de Dona Plácida, que morre em seguida. Morrem também Lobo Neves, Marcela e Quincas Borba. Eugênia é encontrada num cortiço. A última tentativa de glória, portanto, é o "emplasto Brás Cubas", remédio que curaria todas as doenças; ironicamente, numa de suas saídas à rua para cuidar de seu projeto, molha-se na chuva e apanha uma pneumonia, da qual vem a falecer, aos 64 anos.
Cartaz de propaganda do Emplasto Brás Cubas.
Virgília, acompanhada do filho, vai visitá-lo na cama e, após longo delírio, morre assistido por alguns familiares. Depois de morto, começa a contar, de trás para frente, a história de sua vida e escreve assim as últimas linhas do capítulo derradeiro.



Virgília visitando Brás Cubas em seu último momento de vida.
Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. Mais; não padeci a morte de D. Plácida, nem a semidemência do Quincas Borba. Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e conseguintemente que saí quite com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: — Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.

Fim da história da obra.
4- Observação de mudanças e permanências:
A linguagem mudou muito como percebemos no livro a linguagem da época é mais formal diferente de hoje em dia. Havia expressões que não usamos hoje como (pequeno); sintra (aves que imitam a voz humana) alem de expressões francesas expressões essas que não utilizamos hoje.                                                                                                                                                                                    Mas a coisas que continuam acontecendo como, por exemplo, a festa de são João que no livro mostra que os personagens comemorarão e essa festa é muito conhecida hoje em dia e festejada.                                                                                                                                                                Cidades como a Tijuca ainda existem, a igreja de São Domingos, a Rua do Piolho, o estado do Espírito Santo.
Houve muita mudança nas vestimentas e calçados:
Vestimenta :
                                           Século XIX                                                      Nossos dias
 
      

Sapatos :
           

        

Roupas de banho:
     


5- Contextualidade de olhar da obra com a realidade ou com outras produções culturais:
O livro retrata o século XIX onde houve a Guerra Contra a Holanda,onde havia a influencia do Romantismo, Realismo, Naturalismo entre  muitos artistas, escritores, musicas, roupas diferentes do que vemos hoje.
Pinturas

    


        Poemas:
Luiz Gonzaga Pinto da Gama                                    
(1830-1882)
 

Se negro sou ou sou bode,
 Pouco importa. O que isto pode?
Bodes ha de toda casta,                                                                                                                                          Pois que a especie é mui vasta ...
Ha cinzentos, ha rajados,
Baios, pampas e malhados,
Bodes negros, BODES BRANCOS,
E sejamos todos francos,                                                                                                                                            Uns plebeus e outros nobres,
Bodes ricos bodes pobres,
Bodes sabios, importantes,
E tambem alguns tratantes ...
Aqui, nesta boa terra,                                                                                                                                    Marram todos, tudo berra.
 . . . . . . . . . . . . . 
Cesse, pois, a matinada,
Porque tudo é bodarrada!
Musica:
O Século XIX foi dominado pela música tipicamente romântica. O seu objectivo era apelar aos sentimentos e a verdades mais profundas que só poderiam ser alcançados pela arte, no caso, pela música. Romântico nesta época, não está relacionado com o sentimento de amor com o qual é conotado hoje em dia, mas está intimamente ligado a uma visão sonhadora da realidade.
No campo da música, sobressaem nomes de grandes compositores do século XIX, tais como:
Ludwig van Beethoven (1770 - 1827) -
Frédéric Chopin (1810 – 1849)
Richard Wagner (1813 – 1883)
Giuseppe Fortunino Francesco Verdi (1813 – 1901)
Peter Ilyich Tchaikovsky (1840 - 1893)
Achille-Claude Debussy (1862 –1918)




Nomes:
Amanda Nº01
Angélica Nº03
Débora Nº09
Evelyn Nº13
Gabriel Nº15  
Natalyne Nº48.