quinta-feira, 9 de junho de 2011

Resumo do Livro Senhora


Resumo do Livro Senhora 
Aurélia Camargo, moça pobre, torna-se rica graças à herança do avô, recebida aos 18 anos, quando é apresentada a sociedade fluminense. Encanta a todos com sua esplendorosa beleza. 
Sua beleza desperta o interesse de muitos rapazes e sabendo, sagazmente, os riscos que corria, ela vive intensamente. Revolta-se, muitas vezes contra a sua riqueza por conhecer nela um dos motivos para os admiradores. 
O Sr. Lemos, tio materno e tutor de Aurélia, era convocado de vez em quando para resolver problemas de pequena importância. Certo dia, a jovem convoca seu tutor para apresentar-lhe um certo assunto, seu casamento. Cita o casamento de Adelaide, filha de Manuel Tavares do Amaral que a ofertou a um recém chegado ao Rio de Janeiro, sendo este, o seu escolhido. O escolhido é Fernando Rodrigues de Seixas, moço de vida média rico, mas em casa leva vida simples. 
Aurélia pede ao Sr. Lemos que a auxilie no desmanche deste compromisso de Adelaide, pois além do interesse em Seixas, ela pretende fazer com que Adelaide se case com seu verdadeiro amor, o Dr Torquato Ribeiro, que também era seu amigo desde a convivência com sua mãe. Aurélia pede ao tutor que dê 50 contos de rés retirados de sua herança como dote a Ribeiro. Ela pede também que procure seu pretendente escolhido e lhe ofereça 100 contos de rés de dote, o casamento com separação de bens e que de forma nenhuma quebre o segredo de seu nome. 
Inicialmente, Fernando Seixas não aceita a proposta, mas muda de idéia, pois precisa do dinheiro para dar um dote a uma de suas irmãs. 
Desde que recebe o adiantamento, Seixas é apresentado a sua futura noiva. Surpreende-se em ver que sua noiva é sua ex-namorada na época de adolescência e sente-se humilhado, mas o Sr Lemos diz que Aurélia não sabe do acordo. Depois do acontecido, oficializa-se o pedido de casamento. Toda a sociedade fica atônita ao saber que Aurélia iria se casar com um marido sem fortuna. Acontece uma cerimônia modesta com poucos convidados e com os noivos demonstrando toda a sua felicidade. Mas, quando ficam a sós, Aurélia mostra toda a sua crueldade demonstrando todo o desprezo que tinha e chegando a mencionar o acordo de 100 contos de rés. 
O autor tem uma perplexidade de no meio da história, retroceder ao passado de Aurélia, como num flashback ou até mesmo como histórias sobrepostas. 
Aurélia tinha uma infância modesta em companhia de sua mãe que era sobrecarregada de tarefas e viúva. O irmão de Aurélia morre, e com isso sua mãe começa a se preocupar com seu futuro. O tio Lemos, mostra-se galanteador durante a infância de Aurélia. Mas a menina não aceita. Quem realmente ganha o coração da menina é Fernando Seixas. Seixas se constrangeu por namorar moça tão pobre. Aurélia chega a renegar outros pretendentes de posição melhor do que Seixas devido ao amor que sentia por ele, mas o rapaz prefere deixar Aurélia para o outro pretendente, o qual demonstra muito carinho pela moça. Mas sabendo da recusa dela, Seixas volta e a pede em casamento. 
Lemos interferi nos acontecimentos falando com o pai de Adelaide sobre as vantagens de prometer sua filha a um outro homem que não o seu amado Dr Torquato. Adelaide acaba gostando de Seixas e por isso o apresenta em casa, fazendo o rapaz calcular todas as vantagens que teria com este casamento, e não com Aurélia, uma moça pobre e sem berço. 
Aurélia sabe que foi trocada por Adelaide através de uma carta anônima. Diante de tanta infelicidade, Aurélia só conseguiu mudar sua vida quando reencontra o avô e a partir do reconhecimento dele para com a nora e neta. O avô de Aurélia morre infelizmente, deixando toda a sua fortuna para ela. Seu tio Lemos fica como tutor, e nomeia D. Firmina como acompanhante para a menina. 
Na noite de núpcias, Aurélia confessa a Fernando toda mágoa e rancor guardado durante algum tempo. Passam a viver sobre aparências na sociedade, e o verdadeiro inferno sob quatro paredes. Seixas se sente humilhado pelas atitudes de Aurélia, mas por orgulho e amor permanece ao seu lado, submetendo-se aos seus caprichos. 
Depois de algum tempo Fernando descobre um valor que tem a receber, que juntando com algum que já possuía conseguiria devolver o dote a Aurélia e viver livre de tamanhas ofensas. Aproveitando a devolução do dinheiro Seixa conta à esposa o porque de ter aceitado a separação no passado. 
Aurélia extremamente transtornada declara seu amor e mostra que no mesmo dia que o humilhou na noite de núpcias, escreveu seu testamento onde deixava tudo o que tinha para seu tão amado marido. Naquele momento ela demonstra que abdicava de toda a fortuna para ficar ao lado de seu amado. 
Acontece um doce beijo e tudo que tinha sido um enorme engano, toma ares reais de grande amor.


José de Alencar
Nasceu em Messejana, na época um município vizinho a Fortaleza. A família transferiu-se para a capital do Império do Brasil, Rio de Janeiro, e José de Alencar, então com onze anos, foi matriculado no Colégio de Instrução Elementar. Em 1844, matriculou-se nos cursos preparatórios à Faculdade de Direito de São Paulo, começando o curso de Direito em 1846. Fundou, na época, a revista Ensaios Literários, onde publicou o artigo questões de estilo. Formou-se em direito, em 1850, e, em 1854, estreou como folhetinista no Correio Mercantil. Em1856 publica o primeiro romance, Cinco Minutos, seguido de A Viuvinha em 1857. Mas é com O Guarani em (1857) que alcançará notoriedade. Estes romances foram publicados todos em jornais e só depois em livros.
José de Alencar foi mais longe nos romances que completam a trilogia indigenista: Iracema (1865) e Ubirajara (1874). O primeiro, epopeia sobre a origem do Ceará, tem como personagem principal a índia Iracema, a "virgem dos lábios de mel" e "cabelos tão escuros como a asa da graúna". O segundo tem por personagem Ubirajara, valente guerreiro indígena que durante a história cresce em direção à maturidade.
Em 1859, tornou-se chefe da Secretaria do Ministério da Justiça, sendo depois consultor do mesmo. Em 1860 ingressou na política, como deputado estadual no Ceará, sempre militando pelo Partido Conservador (Brasil Império). Em 1868, tornou-se ministro da Justiça, ocupando o cargo até janeiro de 1870. em 1869, candidatou-se ao senado do Império, tendo o Imperador D. Pedro II do Brasil não o escolhido por ser muito jovem ainda.[1]
Em 1872 se tornou pai de Mário de Alencar, o qual, segundo uma história nunca totalmente confirmada, seria na verdade filho de Machado de Assis, dando respaldo para o romanceDom Casmurro.[2] Viajou para a Europa em 1877, para tentar um tratamento médico, porém não teve sucesso. Faleceu no Rio de Janeiro no mesmo ano, vitimado pela tuberculose. Machado de Assis, que esteve no velório de Alencar, impressionou-se com a pobreza em que a família Alencar vivia.
Produziu também romances urbanos (Senhora, 1875; Encarnação, escrito em 1877, ano de sua morte e divulgado em 1893), regionalistas (O Gaúcho, 1870; O Sertanejo, 1875) e históricos (Guerra dos Mascates, 1873), além de peças para o teatro. Uma característica marcante de sua obra é o nacionalismo, tanto nos temas quanto nas inovações no uso da língua portuguesa. Em um momento de consolidação da Independência, Alencar representou um dos mais sinceros esforços patrióticos em povoar o Brasil com conhecimento e cultura próprios, em construir novos caminhos para a literatura no país. Em sua homenagem foi erguida uma estátua no Rio de Janeiro e um teatro em Fortaleza chamado "Teatro José de Alencar".

Por: Thais Conceição, Antonia Yasmim , Andreza, Bruno Henrique, Ronirei, Pitagoras e Valdemi.


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